Açucena

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

 


Postado por Ellen Joyce às 18:52 Nenhum comentário:
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Isso não tem nada a ver com lirismo, e sim com libertação!
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Ellen Joyce
Salvador, Bahia, Brazil
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Torre de névoa

Subi ao alto, à minha Torre esguia,
Feita de fumo, névoas e luar,
E pus-me, comovida, a conversar
Com os poetas mortos, todo o dia.

Contei-lhes os meus sonhos, a alegria
Dos versos que são meus, do meu sonhar,
E todos os poetas, a chorar,
Responderam-me então: “Que fantasia,

Criança doida e crente! Nós também
Tivemos ilusões, como ninguém,
E tudo nos fugiu, tudo morreu!…”

Calaram-se os poetas, tristemente…
E é desde então que eu choro amargamente
Na minha Torre esguia junto ao céu!…


Florbela Espanca (Livro de Mágoas)

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Meu fardo bom

Meu fardo bom

"O poeta

é um ser à parte, um heterodoxo por fatalidade congênita"

Octavio Paz

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  • A desumanização (Valter Hugo Mãe)
  • Crime e Castigo (Dostoiévski)
  • Dom Quixote (Miguel de Cervantes)
  • Lavoura arcaica (Raduan Nassar)
  • Cem sonetos de amor (Pablo Neruda)
  • Antologia Poética (Drummond)
  • Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão (Hilda Hilst)
  • Sonetos (Florbela Espanca)
  • A insustentável leveza do ser (Milan Kundera)
  • História Natural de Pablo Neruda (Vinicius de Moraes)
  • A Odisséia (Homero)
  • Hamlet (Shakespeare)
  • Orlando (Virginia Woolf)
  • 1984 (George Orwell)
  • Uma idéia toda azul (Marina Colasanti)
  • Equador (Miguel S. Tavares)
  • Noite na Taverna (Álvares de Azevedo)
  • Vidas secas (Graciliano Ramos)
  • Viva o povo brasileiro (João Ubaldo Ribeiro)
  • A hora da estrela (Clarice Lispector)
  • Cem anos de solidão (Gabriel García Márquez)

A insustentável leveza do ser

O mais pesado dos fardos nos esmaga, verga-nos, comprime-nos contra o chão, (...) O mais pesado dos fardos é, portanto, ao mesmo tempo a imagem da realização vital mais intensa. Quanto mais pesado é o fardo, mais próxima da terra está nossa vida, e mais real e verdadeira ela é.
Em compensação, a ausência total de fardo leva o ser humano a se tornar mais leve do que o ar (...) e leva seus movimentos a ser tão livres como insignificantes.
O que escolher, então? O peso ou a leveza?


Milan Kundera

Poética

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