Acordo. É uma sexta-feira dos finais de maio. Junto dois ovos, canela, uma banana cortada em rodelas. É bem simples, pasta de amendoim e mel, café numa caneca charmosa. Marisa canta uma Maria de verdade. Vou comer no quintal, a gata e o cão me acompanham, querem sempre estar ao meu lado, não importa comida. Vejo o quanto a pequeníssima floresta perdeu, sem a sombra da mangueira, tão brutalmente cortada, peço perdão de novo aos guardiões da árvore que viu Serena crescer. Mas ainda o seu tronco está ali, alegro-me. Há sempre um lugar para recomeçar, Gal me diz. A minha mãe, contrária, brada que sem Deus não se vai a lugar nenhum, minha filha. Sinto pena dela, pela milionésima vez. Ela, quem mandou decepar a mangueira. Mas estou muito contente agora em alimentar o cão no meu colo e gentilmente alisar a gata ao pé de mim, enquanto tomo café da manhã. Eles estão tão cheios de deus porque não sabem dele. O céu é tomado de cães e gatos. Assim, perco até o medo de morrer. Sou feliz e dou graças.
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