A vida tão áspera, tão vária. Odeio os homens e suas convocações. Estou farta, solta, meio amalucada.
E mesmo assim paro comigo boquiaberta. Eu acabo de me apaixonar, elevo a mão ao centro de mim, está quente. Começo a gostar da voz, do tamanho dos cílios, dos caninos de vampiro que me mordem sem sangrar. Já sou outra e não me dei. Será grave?
Vejo o feitiço chegar, estou de costas, sentada ao pé da planta. Ele senta ao meu lado. Já sei o que vai acontecer. Você vai entrar em mim, não é? Ele diz que já está. Sinto um tremor, não é quase calafrio. Fico ali olhando o feitiço nos olhos, não consigo parar. O feitiço tem os olhos do universo.
Foi tão duro saber estar sozinha. Quando finalmente, me aparece. Assusto-me. Custa estar atenta e vulnerável. Quantas marcas precisei para me ser de volta? Mas a vida no es solo trabajar. Hay que brincar e rir, rir até dormir abraçada, perdidamente.
Lembrar que é tempo de ladrilhar os caminhos com estrelas, sim.
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